Younger Warfare- Capítulo 5: O pôr do sol no horizonte
A estrada obviamente não era das melhores. Cheia de curvas apertadas, solavancos e buracos. Era como se aquela estrada não devesse existir, e realmente não devia. Tanto que eu, como o belo condutor que sou, consegui após uma ou duas curvas e a meio quilómetro de distância da base, decidi olhar para trás para ver a base em fogo, e bati contra uma árvore.
Felizmente, como eu não ia lá muito depressa (Não é que eu sequer tivesse coragem de acelerar selva dentro com o pedal a fundo naquela carripana) nem eu e nem a Bianca nos magoámos. Não que o mesmo se possa dizer quanto ao jipe, afinal era de uma qualidade tão boa que ficou com a parte da frente quase até ao acento do condutor totalmente esmagada, obviamente destruindo o motor.
-… Estás bem?- Perguntei eu, depois da pancada e do jipe ficar ali inutilizável.
– Acabas de destruir o jipe e o que me perguntas é “estás bem”?
– Calma, podemos fazer o caminho a pé! O jipe era só uma maneira rápida de escapar da base em si!
Ela suspira e diz:
– … Ok. Vamos lá.
Ela pegou na M4A1, eu na AK47 e saímos a pé, metendo-nos pela floresta no meio daquela noite escura. Foi ao afastarmo-nos um pouco do jipe que ela me perguntou:
– Hey, mas espera! No meio disto tudo ainda não me disseste uma coisa: Vamos para “onde”?Simplesmente partimos em direcção ao horizonte em busca de “algum lugar”?
– Achas? Peraí…
Tirei a bússola do bolso e continuei a falar.
– Pronto! Até onde eu sei, a base dos Americanos fica para o Norte. Podemos ir basicamente caminhando até lá.
– Hã? A base Americana? Mas porquê para lá?
– Ouve, se há alguém que consegue garantir a nossa segurança no meio disto são os Americanos. A sério… Não achas que se aparecermos por lá e contássemos a nossa história eles nos ajudavam e saíamos daqui de vez?
– Ok… Então a que distância fica?
– “11 miles from here”… Ou seja…Bem… Praí uns 17 quilómetros desde perto de onde o avião caiu, portanto desde aqui até á base Americana devem ser… Bem, uns 20 quilómetros.
– Ah… Tás a sugerir que a gente caminhe 20 quilómetros a pé?
– Não é assim tanto… Uma vez caminhei 9 quilómetros a pé em uma visita de estudo… Vais ver, não vai custar nada.
– Sim, que excelente ideia! Fazermos 20 quilómetros a pé pela floresta no meio do escuro!
– Bom, podíamos esperar o amanhecer. Mas…
– … Mas?
– … Tu sabes, estamos no meio de uma selva em África. Se ficarmos por aqui muito tempo, é bem provável que nos apareça um leão ou um tigre e nos devore, portanto acho que era mais seguro irmos logo o mais depressa possível, nem que seja no meio do escuro…
– Ah, ok. Vamos lá logo.
– Bora!
Inicialmente foi um pouco difícil de nos orientarmos. Enfim… Não estava a ver a bússola lá muito bem no meio do escuro, mas após algum tempo de mexericar naquilo lá consegui ver a agulha a apontar para o Norte. Caminhámos a caminho do Norte, com algumas “short talks” pelo caminho. Nada de muito emocionante. Ambos tínhamos acabado de sair de uma batalha enorme causado por nós, portanto obviamente naquele momento não estávamos na melhor saúde mental possível, embora eu deva admitir que foi giro… Andar pela floresta no meio do escuro, acompanhado de uma rapariga armada com uma M4A1… Hmmmm… Foi melhor do que qualquer outra “actividade” que eu tenha praticado enquanto estava entre os Moordenaars. Embora tenha sido tudo na base de Short Talk, foi bom ter ao menos alguém ao meu lado naquele momento, mesmo que ela definitivamente não quisesse estar ali comigo.
Amanheceu após algum tempo. Ainda não tínhamos dormido. Ainda nem estávamos com sono. Tínhamos passado a noite inteira a andar em direcção ao Norte, sem descansar. Combinámos apenas descansar quando voltasse a anoitecer, isto é, se nessa altura ainda não tivéssemos chegado lá. Caminhámos durante horas e horas. Estávamos extremamente cansados, tanto que já mal aguentávamos em pé. O sol brilhava no céu, e era pleno dia. Era como se tivéssemos perdidos no meio do nada, apenas a seguir por uma direcção com esperanças de chegar a algum lado. Felizmente não tivemos problemas de alimento ou de água, por sorte havia sempre um ou outro rio pelo meio do caminho, ou uma árvore com bons frutos, mas o facto de estarmos praticamente no meio do nada e o medo de nos aparecer um animal selvagem qualquer no meio daquilo ainda não nos tinha deixado. No meio disso tudo, deixei-me cair no chão e digo, estafado e sentando-me no chão:
– Não aguento mais! Vamos descansar um pouco!
Ela não respondeu, apenas fez um ar de tipo “ ‘Tás a gozar comigo? Tu é que tiveste a ideia e agora queres descansar?”, mesmo estando suja e igualmente cansada. Sentou-se ao meu lado (Não propriamente extremamente perto de mim, mesmo nós tendo que passar este tempo todo juntos eu notei que por algum motivo ela ainda queria uma boa distância de mim) e ficámos ali, parados por mais algum tempo… Petrificados… Como muitas outras vezes antes… A olhar a linda floresta verde.
E pensar que por ali poderiam haver tribos primitivas que ainda se matavam para ver quem ficava com a sua floresta. Que ridículo. Os seres humanos… Que seres avançados que nos tornámos, e que seres primitivos que ficámos entre nós.
– Bianca, diz-me… Tu achas que tudo isto vale a pena?
– Tudo isto, como assim?
– Tu sabes… Estas mortes todas que fizemos… E que vimos fazer…
– Explica-te…
– Bom, os Moordenaars eram contra os Gewócoisos-Quaisqueres, os Americanos ficaram contra os Moordenaars, os Moordenaars ficaram contra eles mesmos… E todos nos matámos uns aos outros.
Ela riu-se.
– O quê, Félix? Estás com pena daqueles gajos que matámos, é? Dos que só nos queriam fazer mal?
– E porque é que eles nos queriam fazer mal?
– Sei lá! Mas entende: Se eles nos queriam fazer mal, então eles eram maus. Se eram maus, fizemos bem em tirá-los deste mundo. Não achas?
– Não sei… Tirar as vidas só porque estavam contra nós…
– Tirámos vidas ridículas e desnecessárias deste mundo. Vá lá, Félix! Tu mesmo usaste a expressão: Rotten people! Eles mereceram! Tu sabes o que é o Death Note e nunca ouviste dizer “Rotten people must die”?
– Hey, não tenho culpa de não ser assim tão otaku…
– Rotten people must die. É uma frase, embora não propriamente dita em algum episódeo, usada por muitos fãs, que resume os ideias do Light, ou seja, o Kira, e se aplica ao mundo inteiro. Já viste quantas pessoas “podres” há por aí? Criminosos… Assassinos… Ditadores… Gajos com a mania de que mandam e que sacrificam os outros para fazer os seus trabalhos sujos, como aqueles dois estúpidos que matámos, aliás, matei, lá naquele campo de concentração… Estamos a contribuir para a sociedade se tratarmos deles.
– O quê, agora não me vais dizer que queres criar um mundo livre de violência matando as pessoas podres, certo?
– Se eu pudesse… Sabes, se tivesse um Death Note como o Kira no Death Note… Era provavelmente o que eu faria. Mas bom, infelizmente cada um só pode fazer o que está ao seu alcance.
– Então quer dizer que tu queres fazer a paz matando?
– Ya… Mas também, qual é o mal? São apenas vidas inúteis.
– Mas algumas dessas vidas não fizeram nada de mal! Não todas, mas algumas…
– Não por enquanto! Mas pensa! Se a gente fosse embora daquela porcaria de base sem matarmos aqueles dois comandantes, o que ias tu pensar se daqui a 10 anos estivesses a ver nas notícias “Líder dos Moordenaars toma controlo da África inteira, ataques planeados em Portugal e Espanha”?
– Isso é ridículo! Achas mesmo que eles iam chegar a esse ponto?
– Também duvido… Mas enfim, nunca se sabe. Agora pelo sim ou pelo não, esses idiotas são apenas memórias. Admite e deixa de pensamentos profundos: Valeu a pena matar.
– Ahhh… Sabes que mais? Agora eu é que tou a ficar com mais medo de ti… Hã… Digo, bem… Vamos andando?
– Já estás totalmente descansado? Com a cabeça em ordem?
– Sim, estou. Vamos lá.
Metemo-nos a caminho. Por entre a floresta, passando por árvores, montanhas e rios, seguimos sempre para o norte, apenas com uma ou outra breve paragem para descansar no caminho. Em breve já se fazia noite. Não sabíamos que distância já tínhamos caminhado e nem sequer se íamos chegar vivos. Estávamos obviamente a ficar cansados, mas a nossa vontade de sair dali falava mais alto. Portanto decidimos deixar de lado a ideia de dormirmos aquela noite e passámos a noite, mais uma vez, no escuro, a seguir para o norte. No dia seguinte, já nem a Bianca aguentava. Estávamos cansados demais. Não nos importamos se pudesse a aparecer do nada um leão ou alguma outra estupidez qualquer, simplesmente deitámo-nos no chão e ficámos ali deitados, naquela terra suja da floresta. Dormimos não sei por quanto tempo, só sei que quando a Bianca felizmente me acordou já se estava quase a pôr o sol. Continuamos a seguir em direcção ao norte. Quando damos pela conta, já o sol se punha no horizonte. A Bianca, já desesperada, olhou para mim e perguntou-me:
– Félix… Disseste-me que eram apenas 20 malditos quilómetros… O que é que se passa?! Daqui a pouco… Já demos a volta ao mundo! Tenho a certeza que já percorremos para aí uns 40 quilómetros!
– Por favor… Eu juro! Nós vamos encontrar a base! Eu sei que não confias em mim… Mas não preciso que confies. Só quero que continues…
Ela imediatamente apercebeu-se que não teria mais qualquer outra coisa que pudesse fazer e continuámos a seguir o nosso caminho. Andámos, andámos. Andamos até não encontrarmos mais lagos ou árvores com comida por perto. As nossas mentes já estavam praticamente devastadas. Já nem conseguíamos raciocinar correctamente no meio de tudo aquilo.
Foi aí que me apercebi: Quantas mais crianças soldados poderiam estar a passar o mesmo agora?
Talvez os Moordenaars tivessem da mesma maneira? Não faço a menor ideia de como terminou lá o “uprising” deles, mas como acho bem provável que eles tenham “ganho” aquilo, e também gostava de saber o que era feito deles depois de aquilo. Para onde eles iam? Será que eles iam ficar a morrer á fome dentro da base? Será que iriam continuar, mesmo sem os seus líderes, a guerra contra os Gewelddadige-Reëls? Ou iam simplesmente morrer por falta de mantimentos que apenas os líderes deles obtinham?
Já era de noite. Mais uma noite. Nenhum de nós estava com cabeça para continuar. Sem falarmos, deitámo-nos no chão os 2 ali em uma pequena zona aberta da floresta, onde dava para olhar para as estrelas. Deitámo-nos quase com a intenção de não nos voltar a levantar de novo. Sem mais qualquer conversa, simplesmente adormecemos ali. Dormi naquela noite perfeitamente.
De manhã, acordei. O sol começava a levantar-se no horizonte, com a sua luz a trespassar as árvores e a bater directamente na minha cara. Ah, que lindo momento que fora, ou pelo menos até eu notar que a Bianca não estava ao meu lado, como ela tinha ficado quando eu tinha adormecido. Achei que ela tivesse partido sim mim. Mas não.
Qual não foi a minha surpresa quando me virei para os lados e vi a Bianca sentada, encostada a uma árvore.
A parte má… Notei que ela estava a segurar na sua M4A1 enquanto estava sentada naquela posição. A segurar na M4A1 com o folding stock apoiado no chão e o cano apontado para a sua própria cabeça. As suas intenções eram claras. Ela estava com o dedo no gatilho, prestes a disparar. Ela não estava a exprimir qualquer reacção, apenas a olhar pelo cano. Fiquei ali, a olhar para ela e ela para o cano. Sem nada acontecer. Ela estava imóvel. Era como se ela já estivesse morta.
Aproximei-me dela, lentamente. Não a queria assustar ao ponto dela pressionar o gatilho e realmente matar-se. Devagarinho, tirei-lhe a M4 das mãos. E do nada, comecei a chorar. Não tinha deitado uma lágrima desde o dia da queda do avião, mas agora estava ali, a chorar rios. Simplesmente não estava a ver o que fazer naquele caso. Era como se a minha vida tivesse morta. Como se eu já tivesse a viver a morte, e como se já não houvesse quaisquer esperanças. Desesperado, e sem saber o que fazer, simplesmente encostei-me á Bianca e deitei-me sobre o ombro dela. Ela estava sem qualquer emoção ou resposta, ainda a olhar para baixo como se a M4 ainda tivesse ali e ela a observar o cano. Mesmo que tivesse, ela não ia carregar no gatilho. Eu sabia que ela não era covarde para isso.
-Nunca mais… Tentes isso… Na… Tua… Ou nossa… Merda de vida…- Disse-lhe eu, num tom lacrimoso. Olhei para a cara pálida dela e continuei: -… Mas eu sei que… Não o ias fazer, Bianca. Tu és forte… Acredito… – Mas não sei se ela ouviu sequer. Ela estava, no sentido literal da palavra, fria. Já tinha as minhas dúvidas se ela não estava morta e eu estava, na verdade, a encostar-me a um cadáver. Fechei os olhos… Como a tentar também morrer… Até que comecei a ouvir um som que não me era estranho.
Uma espécie de “vap vap vap vap vap”.
Ainda com algumas dificuldades, levantei-me e olhei para o céu. Estava a passar naquele momento, alguns poucos quilómetros de nós, um helicóptero!
Nesse momento a Bianca acordou e sobressaltou-se daquele estado. Ambos começamos a gritar desesperados e inutilmente para que o helicóptero nos ouvisse. Obviamente não adiantou nada, mas uma boa notícia foi que assim que ele se afastou de nós o helicóptero baixou de altitude ao fundo… Entenda-se por claramente aterrar. Para o Norte.
Não dissemos nada, simplesmente fomos a correr imediatamente em direcção ao Norte. Já com as nossas esperanças no topo e disparados, sem sentirmos qualquer cansaço ou sede, uma explosão de esperanças orientou-nos a finalmente, após tantas florestas e caminhadas, encontrar ali, em um enorme descampado, um vasto acampamento militar, onde estava o helicóptero pousado e soldados Americanos a andarem de um lado para o outro. Era ali. Conseguimos. Fiz tal como sempre, gritei “PLEASE DON’T SHOOT!”. E mesmo com os soldados a verem-nos armados, ao notarem nas armas baixadas e nas nossas roupas rasgadas, a reacção deles foi imediata: Logo vieram a correr, ter connosco e ajudar-nos. Um soldado, aparentemente um Lieutenant de bastante respeito, vem ter comigo e imediatamente pergunta-me:
– You are from the plane crash?
– Yes, we are survivors!
– Ok, follow me! But why do you have guns?!
– It is a long story! You can take the guns! Just please take us to the nearest Portuguese embassy! Or to Portugal immediatley would be better!
Eu e a Bianca passámos-lhe as armas. Porém, no momento em que ela também ia tirar do bolso a Makarov dela, disse-lhe:
-Psssst… Não entregues as pistolas. Finge que não tens nenhuma, se nos apanharem dizemos que nos esquecemos delas nos bolsos por acaso.
-Ok, ok…
Após algum tempo de esperarmos sentados, fomos levados para um helicóptero (Um Boeing CH-47), enquanto um homem nos disse:
– Okay, we’ve contacted a Portuguese airbase in Sintra and we will take you there, but when you arrive we will have to ask you both some questions if you don’t mind…
– No, It’s okay for us…
Entrámos no helicóptero. Devo admitir, que é fixe ir sentado naqueles helicópteros! Apenas com alguns assentos vermelhos directamente alinhados de lado até á cabine, e com algumas caixas que eu não fazia a menor ideia do que continham lá por dentro.
Fomos sentados lá, lado a lado, eu para o lado da cabine e ela para o lado da saída. Em pouco tempo o helicóptero levantou vôô, em caminho a Portugal. Durante o voo, a Bianca pegou em um livro que estava ao seu lado.
-O que é isso? – Perguntei eu.
-Fullmetal Alchemist. É um mangá Japonês que encontrei aqui ao pé de mim…
-Hã? E o que estava aí a fazer?
-Eu sei lá… Mas que se dane, agora vou ler.
Fizemos grande parte da viagem com ela a ler o mangá e eu, sentado, a pensar na minha vida. Estava feliz por finalmente ter a minha segurança garantida, mas ainda a questionar-me sobre as crianças soldados e sobre todos os que matei. Parece que ao mesmo tempo que essas pessoas me queriam matar, as balas a atravessarem os seus corpos não me saíam da cabeça. Era como se eu tivesse com essa imagem presa em mim. Tão presas que eu as tinha de libertar de alguma forma. Foi aí onde eu não resisti e perguntei a um dos soldados que estava lá dentro:
– Sorry, sir… Do you have a pen and some paper sheets?
– Ok, just a moment…
O homem chegou a uma mochila e tirou do seu interior uma caneta, arrancou algumas folhas de um papel de notas que ele tinha algures por lá.
– Thank you, sir!
– No problem!
Foi aí onde comecei a escrever isto. E assim aqui acabo, a caminho de Portugal, neste CH-47. O que acontecerá a seguir? Teremos, eu e a Bianca, a nossa história contada em jornais e revistas como “Jovens sobreviventes do desastre da TAAG retornam em segurança a Portugal após enfrentarem tribo”? Iremos ás Tardes da Júlia contar para Portugal todos os mínimos detalhes como “Os grandes heróis que aguentaram 7 dias de sobrevivência perdidos em África”? Irá a minha história ser lançada em livro? Não sei. Aconteça o que acontecer, ao menos estou vivo. E aprendi uma lição. Não importa quem tem a arma mais potente ou quem tem o helicóptero que voe mais alto. O que importa é quem consiga pensar. E no meio de tiros, balas e mortes conseguir levantar-se desarmado e perguntar “Mas o que é que vocês estão a fazer? Porque é que estão a morrer?” e conseguir fazer as pazes entre cada um e outro. E poder formar paz e confraternidade. Tornar os inimigos amigos. E tornar os tiros em abraços. E claro, o mais importante, fazer isso sem estar a preparar uma faca que entre pelas costas dos outros. Para mim esse é o que ganha na guerra.
Enfim… É bonito sonhar por um mundo perfeito. Mas bah… Como é que vamos ter um mundo livre de guerras, sangue e “gente podre” se até os mais novos são forçados a premir o gatilho?
